
A economia pernambucana deve receber um reforço de R$ 9,4 bilhões até o final de 2025 com o pagamento do 13º salário, segundo projeções do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
O valor representa cerca de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e deve beneficiar aproximadamente 3,25 milhões de pessoas, com rendimento médio estimado em R$ 2.455,09.
O recurso funciona como importante impulso para os setores de comércio e serviços, além de auxiliar no equilíbrio financeiro das famílias que aguardam o pagamento para reorganizar o orçamento.
No Nordeste, a previsão é de que sejam injetados R$ 60,5 bilhões, o que corresponde a 16,4% do total nacional. Pernambuco aparece como o segundo maior volume entre os estados da região, atrás apenas da Bahia, estimada em R$ 13,1 bilhões. Embora Sergipe tenha o menor montante total, registra a maior média individual por trabalhador. A média do benefício na região segue cerca de 30% abaixo da nacional, evidenciando diferenças históricas de remuneração.
No Brasil, o 13º salário pode movimentar cerca de R$ 369,4 bilhões, alcançando 95,3 milhões de beneficiários. O valor médio do benefício é estimado em R$ 3.512,00. Do total, cerca de R$ 260 bilhões (70,4%) serão destinados a empregados formais. Em Pernambuco, aposentados e pensionistas terão participação maior que a média nacional: 37% do montante local, somando R$ 3,5 bilhões.
Com o nível de endividamento ainda elevado, parte das famílias deve priorizar a quitação de dívidas antes de direcionar o valor para o consumo. O benefício atua, assim, tanto como apoio para reorganização financeira quanto como estímulo às vendas de fim de ano