
A exposição “Atlântico Sertão”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, propõe uma releitura do sertão brasileiro ao apresentá-lo como um espaço dinâmico, diverso e marcado por resistência histórica e cultural.
A exposição “Atlântico Sertão”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, propõe uma releitura do sertão brasileiro ao apresentá-lo como um espaço dinâmico, diverso e marcado por resistência histórica e cultural.
Dividida em núcleos, a exposição percorre múltiplas linguagens, como pintura, fotografia, escultura e instalações, para construir um panorama contemporâneo do sertão.
A proposta é quebrar visões estereotipadas e reforçar o território como um espaço de produção de saberes, tecnologia e espiritualidade.
Entre os artistas presentes estão nomes como Antonio Obá, Ayrson Heráclito, Dalton Paula, Denilson Baniwa, J. Cunha, Nádia Taquary, Rosana Paulino e Tunga.
As obras dialogam com temas como ancestralidade, identidade, memória e resistência, ampliando a compreensão sobre o sertão para além de uma definição geográfica.
A curadoria também destaca como o conceito de sertão foi historicamente construído no imaginário brasileiro, com influência de autores como Guimarães Rosa e Euclides da Cunha, além de representações no cinema e nas artes visuais
A exposição busca tensionar essas narrativas, apresentando novas perspectivas sobre o território
Instalada em todos os andares do prédio, a mostra inclui obras inéditas e criações desenvolvidas especialmente para o espaço expositivo.
Um dos destaques é uma instalação que remete ao triângulo, instrumento tradicional do forró, reforçando a conexão entre arte e cultura popular.
A exposição segue em cartaz até o dia 3 de agosto, com entrada gratuita. A visitação ocorre de quarta a domingo, das 9h às 20h, no centro da capital paulista
Por JC Online