
O efetivo da Polícia Militar de Pernambuco opera com uma defasagem de 12.215 agentes em relação ao contingente fixado em lei, é o que indicam os dados do estudo Raio-X das Forças de Segurança, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta terça-feira (04).
Segundo o material, o estado soma 15.738 policiais militares em atividade, volume equivalente a 56% da tropa prevista de 27.953 profissionais.
A Polícia Civil pernambucana apresenta cenário de desfalque similar, levemente pior. O Fórum de Segurança Pública aponta 4.526 servidores ativos; 45% do efetivo legal de 10.000 vagas.
Apesar das convocações de novos concursados feitas pela governadora Raquel Lyra (PSD) amenizarem a lacuna nas corporações, a reposição ainda não cobriu o volume de aposentadorias e desligamentos acumulados na última década.
Os dados do estudo contaram com informações das próprias secretarias estaduais de segurança. O levantamento cruzou a quantidade de agentes na ativa com o teto estabelecido nas leis estaduais de fixação de efetivo.
Apesar dos números negativos de Pernambuco, o déficit de pessoal nas forças policiais atinge a maioria dos estados brasileiros. Pernambuco fica em 18º entre porcentagem cumprida do efetivo na polícia militar e em 20º na polícia civil.
As Polícias Militares do país somam 413 mil agentes na ativa, total 34% inferior ao teto de 620 mil homens e mulheres previstos nas legislações locais. O estado do Ceará lidera o ranking nacional com 100% de preenchimento do quadro; São Paulo fica nas melhores posições, alcançando 88% da tropa estipulada.
Nas polícias civis, a defasagem média nacional atinge 45%. Os estados contabilizam 97 mil investigadores, escrivães e delegados; a soma das leis estaduais estipula a necessidade de 175 mil servidores para cobrir as demandas de investigação e perícia no país.
Veja os números das forças de segurança em Pernambuco:
Polícia Militar (PMPE)
Polícia Civil (PCPE)
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